02- ORIGEM DA RAÇA – Yorkshire Terrier – Canil em São Paulo

Origem da Raça

Yorkshire Terrier

É interessante notar que, entre várias publicações e estudos específicos, muito se fala sobre a origem da raça mas pouco se tem certeza de “qual versão” é a mais correta. Acreditamos que, talvez, todas elas estejam – de uma forma ou de outra – corretas. Entretanto, a mais aceita, utilizada e divulgada é a de que o Yorkshire Terrier tenha se originado na Grã-Bretanha, sendo resultado do cruzamento entre Dandie Dinmont, Black Tan, Skye Terrier e, até mesmo, com o Maltês.

Estes mesmos estudos dizem que a raça foi criada por operários do condado de Yorkshire (sim, o nome da região influenciou no nome da raça) há mais de 100 anos com fins também “operários”. O condado de Yorkshire, um dos mais antigos localizados no Norte da Inglaterra (hoje com mais de 5 milhões de habitantes), era habitado na época por britânicos que deixaram a agricultura na Escócia para se aventurar em pequenas comunidades ao redor de minas de carvão, moinhos de têxteis e industrias de lãs da nova região. Conseqüentemente, seus cães tiveram o mesmo destino dos donos, isto é, muito trabalho!

Sabe-se também que, antes deles chegarem ao condado, estes operários já utilizavam para a caça raças Clydesdale Terrier e a Paisley Terrier, raças extintas mas semelhantes ao Sky Terrier (mais parecido com o atual Yorkshire). Porém, tanto uma raça quanto a outra eram criadas exclusivamente para o trabalho. Pelo menos este era o relato oficial. Os pequenos cães eram usados para caçarem ratos nas minas de carvão e, como eram pequenos e fáceis de transportar, eles se enfiavam em tudo quanto é buraco a procura de roedores e camundongos.

Agora, segundo fontes não oficiais, esta função de “caçar ratos” era muito melhor desempenhada por gatos, e como muitos operários eram pobres, os Yorkshires ajudavam seus donos em sua dieta caçando, vez ou outra, coelhos e pequenos animais (proibidos na época).

Ascensão da Raça

Com o passar do tempo, o cãozinho fez tanto sucesso que, mais precisamente com a entrada da era Vitoriana (considerada auge da revolução industrial inglesa e do Império Britânico), a raça Yorkshire começou a se tornar conhecida e muito desejada. Existem relatos que a raça, caindo nas mãos da Rainha Victória, foi escolhido como um de seus cães de estimação ganhando notoriedade e status social.

Nesta mesma época, muitas damas, da mais alta sociedade, começaram a adotá-los para sua simples companhia, produzindo roupas, dando-lhes boa alimentação e levando-os para qualquer lugar de passeio.

Além da ascensão da raça referente a sua percepção conceitual, status e de muitos paradigmas (deixando de ser um cão de caça para ser de luxo e de companhia), os Yorkshires tiveram também uma ascensão geográfica. Da Inglaterra, a raça se difundiu para a França, Austrália, EUA e Japão, chegando no Brasil por volta de 1966.

Vale enfatizar que, quando chegaram ao Brasil, muitos destes Yorkshires pesavam até 7Kg. Com a padronização da raça pela Federação Cinológica Internacional, os Yorks não mais poderiam ultrapassar 3,100Kg na fase adulta.

Estas e outras características, narrados a seguir, faz com que o padrão da raça seja preservado e o cruzamento de exemplares fora dos padrões não seja reconhecido.

Justamente por isso, muitos Yorkshires são vendidos por preços absurdamente baixos e, na maioria dos casos, sem Pedigree. O que deve ser evitado quando se tratar da raça Yorkshire Terrier.


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